5 Minutos

À mercê do tempo…

Cecília Meireles

Posted by Cássia in Uncategorized
02 2nd, 2010

“Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar.”



Trabalho

Posted by Cássia in Uncategorized
01 21st, 2010

Muito trabalho por aqui…



Pequenas Coisas

Posted by Cássia in Dia-a-dia, Meus escritos
01 11th, 2010

De antemão gostaria de informar aos leitores que esta não é a história de um passeio que não deu certo, nem um discurso sobre o místico e nem uma tentativa de desvendar os mistérios que existem “entre o céu e a terra”, como diz o ditado. É apenas uma história.

Dos lugares que visitaríamos – eu e meu noivo – durante nossa viagem a São Paulo, a Exposição do Pequeno Príncipe, que acontecia no Parque do Ibirapuera, foi o único que ficou sem um dia definido no nosso roteiro. A princípio pensamos em irmos à noite, logo no primeiro dia de viagem. Não gostei da ideia, não conhecíamos o local e ir à noite poderia ser complicado. Alteramos para o segundo dia de estada em Sampa e novamente chegamos à conclusão de que não daria certo – a agenda do dia já estava fechada e o tempo seria “curto” para dar conta de tanta coisa a fazer. Então, decidimos que do terceiro dia não passava. Tínhamos a manhã livre e a chance de encaixar a tão sonhada – por mim – visita à exposição surgiu. Mas…

Nesse dia, uma crise de dor garganta (que tive), e a espera no ponto de ônibus por mais de 25 minutos, nos “desviou” mais uma vez do nosso destino final, pois tínhamos um compromisso no período da tarde que não poderia ser adiado. Na verdade, fomos “passear” na Terra da Garoa, exatos quatro dias para dar conta da agenda que montamos para aproveitar os dias. Nos restava, portanto, o último dia da viagem/passeio para enfim o Pequeno Príncipe se personificar frente aos nossos olhos. Surpresa! Chuva, chuva, frio, frio… Foi o dia que mais choveu e fez frio, e como minha garganta não estava muito boa, uma amiga que mora em São Paulo e fomos visitar nesse mesmo dia me aconselhou a não irmos ao Ibirapuera, “- Lá é muito descampado e venta bastante”. Realmente eu iria piorar e muito. Nesse momento entendi que, o menino do cabelo cor de trigo partiu levado por uma revoada de pássaros – como no livro – para bem longe de nós.

Já de volta à nossa cidade, pensei sobre O Principezinho que não vimos… Quantas vezes em nossas vidas algo que planejamos acabou não dando certo? Somos levados pelos acontecimentos e não nos permitimos parar um segundo e prestar atenção nas pequenas coisas que acontecem. Analisando com clareza tudo o que aconteceu durante a tentativa aparentemente frustrada de visitar a exposição, percebi e comentei com meu noivo – que concordou comigo –, que talvez o Pequeno Príncipe não quisesse ser visto por nós e que os “obstáculos” colocados no nosso caminho foram realmente para nos impedir de chegarmos mais perto. “Para os que viajam, a estrelas são guias…”. Mas fiquei com uma dúvida… Chegar mais perto do/de quê? Confesso que acredito em sinais – essas mensagens que “recebemos” através de ações cotidianas e que em alguns momentos não nos damos conta. Foi justamente o que aconteceu, o Pequeno Príncipe saiu do seu planeta, o Asteróide B612, e ao seu modo nos desviou dos caminhos que chegavam até ele. Como informei no primeiro parágrafo, essa não é uma história de um passeio que não deu certo, é uma história de um passeio que deu certo com a ajuda de um menino de cabelos dourados que acabou nos mostrando que “O essencial é invisível para os olhos…”

(* As frases entre aspas são de Antoine de Saint-Exupéry que estão presentes no livro O Pequeno Príncipe)


01 7th, 2010

O escritor Humberto Werneck, que tive a honra de conhecer e prosear recentemente em Sampa, resolveu compartilhar com Rafael e comigo – via web – um texto do Rubem Braga que lhe enviaram por e-mail essa semana. Concordo com o Humberto quando nos diz que, “a gente se esquece às vezes do quanto pode ser grande um pequeno palmo de prosa”.

Compartilho o texto com vocês. Belíssimo.

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PASSOU

Rubem Braga

O ano passou. Não sei se vós, leitor amigo, ou vós, distinta leitora, o passastes bem. Eu, como já passei muitos, os tenho passado de todo jeito, e ainda hoje esse segundo que vem depois da meia-noite me perturba.
Já passei ano só, em terra estranha, ou, o que é mais amargo, na minha; ou andando como um tonto na rua ou afundado num canto de bar ruidoso; ou tentando inutilmente telefonar; dormindo; com dor de dente. E quando digo de todo jeito estou dizendo também de jeito feliz, entre gente irmã ou nos braços de algum amor eterno – braços que depois dobraram a esquina do mês e da vida, e se foram, oh! provavelmente sem sequer a mais leve mágoa nos cotovelos, apenas indo para outros braços.
Passam os anos, passam os braços; mas fica sempre, quando a terra dá outra volta em si mesma, essa emoção confusa de um instante. Conheço pessoas que fogem a esse segundo de consciência cósmica, afetando indiferença, indo dormir cedo – como se não estivessem interessadas em saber se esta piorra velha deste planeta resolveu continuar girando ou não. É singular que entre tantas festas religiosas e cívicas nenhuma chegue a ser tão emocionante e perturbe tanto a humanidade como esta, que é a Festa do Tempo. É como se todos estivéssemos fazendo anos juntos; é o Aniversário da Terra.
Se a alma estremece diante do Destino, o espírito se confunde; reina uma tendência à filosofia barata; vejam como eu começo a escrever algumas palavras com maiúsculas, eu que levo o ano inteiro proseando em tom menor, e mesmo o nome de Deus só escrevo assim para não aborrecer os outros, ou para que eles não me aborreçam.
Já ao nome do diabo, não; a esse sempre dei, e dou, o ‘d’ pequeno, que outra coisa não merece a sua danação. A ele encomendamos o ano que passou – e a Deus, o Novo. Que vá com maiúscula também esse Novo; fica mais bonito, e levanta nosso moral.
E se entre meus leitores há alguma pessoa que na passagem do ano teve apenas um amargo encontro consigo mesmo, e viveu esse instante na solidão, na tristeza, na desesperança, no sofrimento, ou apenas no odioso tédio, que a esse alguém me seja permitido dizer: “Vinde. Vamos tocar janeiro, vamos por fevereiro e março e abril e maio, e tudo que vier; durante o ano a gente o esquece, e se esquece; é menos mal. E às vezes, ao dobrar uma semana ou quinzena, às vezes dá uma aragem. Dá, sim; dá, e com sombra e água fresca. E quem vo-lo diz é quem já pegou muito sol nos desertos e muito mormaço nas charnecas da existência. Coragem, a Terra está rodando; vosso mal terá cura. E se não tiver, refleti que no fim todos passam e tudo passa; o fim é um grande sossego e um imenso perdão.

Rio, janeiro de 1952 (em “A borboleta amarela”, ed. José Olympio)



Rememorar 2009

Posted by Cássia in Dia-a-dia
12 31st, 2009


… sorri, chorei, amei, detestei, perdi, ganhei, saí, entrei, dancei, parei, caí, levantei, duvidei, acreditei, beijei, abracei, viajei, formei, enfrentei, recuei, sofri, vivi… “isso pra mim é viver!”



São Paulo em 4 dias.

Posted by Cássia in Dia-a-dia
12 31st, 2009

Bem que tentei escrever um texto para falar sobre - minha e de Rafael - viagem a São Paulo. Confesso que não estou conseguindo escreve-lo. Apesar de passar apenas quatro dias em Sampa, há muito o que contar. Essa história será compartilhada quando enfim escrever o tal texto. Acredito que ficará para o ano que vem.

Enquanto organizo as ideias por aqui, confiram a coluna sobre a viagem publicada por Rafael, no site do Digestivo Cultural e dois post´s complementares “Detalhes da Viagem” e “Mais detalhes sobre a viagem”, publicados no seu site Entretantos.

[...]

Mais tarde faço a restropectiva de todo ano. O texto já está pronto, salvo no rascunho.



12 21st, 2009

* Texto publicado originalmente em: Entretantos

5 anos juntos
December 21st, 2009

Bom, vocês já sabem como aconteceu o nosso primeiro beijo. Mas não contei ainda como foi que começamos a namorar.

Depois daquele 27 de novembro mágico, Cassia e eu continuamos a nos falar, tanto pela internet - naquela época ainda frequentávamos o mIRC - quanto por telefone. Mas o fim do ano propriamente dito se aproximava e, com isso, o aumento na nossa carga de trabalho. Como dito no post anterior, tanto eu quanto ela trabalhávamos no comércio, sendo que eu trabalhava no shopping. Ou seja: não tinha sequer fim de semana.

Prevendo um possível distanciamento por conta desse aumento de trabalho, propus que nos encontrássemos na única data possível tanto para mim quanto para ela (antes de 2005): 12 de dezembro, um domingo, duas semanas depois do primeiro beijo, portanto.

Marcamos o encontro no shopping, e agora não me recordo se eu tinha trabalhado naquele dia ou não. Mas lembro que nos encontramos no hipermercado e, quando nos vimos, ficamos sem saber se nos beijamos na boca ou se os beijos seria na bochecha. Acho que, naquele primeiro momento, fomos conservadores, mas ela poderá confirmar ou corrigir isso. Fiquem ligados nos comentários.

Do hipermercado fomos conversando e andando até a praça de alimentação. A memória vai me deixar na mão mais uma vez e confesso que não lembro se comemos algo, mas jamais esquecerei do banco em que sentamos e de como a pedi em namoro.

Na verdade, não a pedi. Quase exigi que ela começasse a namorar comigo. Porque eu sabia, de alguma forma, que era ela - e é, e vai continuar sendo, sempre - a mulher da minha vida. Lembro que, depois de conversarmos mais um pouco, eu disse algo do tipo “dia 12 de janeiro fazemos 1 mês, então?”. Como eu saíra de um relacionamento há pouco tempo, ela estava um tanto insegura. Mas, felizmente, aceitou minha “proposta”.

E cá estamos, juntos, até hoje. E continuaremos por muito tempo ainda. Muito tempo.



Foi no dia 12/12

Posted by Cássia in Uncategorized
12 17th, 2009

Coração, te amo!



12 15th, 2009

Em breve impressões sobre a terra da garoa, Sampa. Viagem feita junto com Rafael, meu amor.



Dia Especial

Posted by Cássia in Coisas do Coração
11 27th, 2009

“Mas te vejo e sinto o brilho desse olhar, que me acalma me traz força pra encarar tudo…”

(Dia Especial -Cidadão Quem)



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